ODESBLOG

Arquivo de Novembro de 2007

O Pritzker Fala

Paulo Mendes da Rocha para Sonia Racy (Estadão, 18/11):

    “Não temo aqueles que estão abandonados nas cidades, pois eles estão ocupando a cidade. Meu medo é dessa geração toda educada atrás dessas muralhas, mais predispostos a uma sociedade fascista do que democrática. Cidadania se aprende na rua. Os jovens, hoje, estão voltados para dentro. E quando uma pessoa vive para si, torna-se perigosa para ela mesma”.

E um pouco antes, só pra reafirmar:

    “Quando se fala em urbanismo, antes da forma o que nos interessa é o comportamento”.
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Ana Maria Braga também vibra

Ana.

    Marlene Bergamo/Folha Imagem

Aliás, mais Vibes que o novo posicionamento da apresentadora da TVGlobo, relatado pela coluna de Mônica Bergamo na Folha, impossível. Assim, Ana Maria opera o deslocamento apontado pela tendência: do território propriamente religioso (sua fase anterior, da peregrinação à Lourdes etc.) ao território laico regido pela “lei da atração”.

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Boticário na tendência Vibes

Boticário - Boticário - Tendência VIBES

Continuam bombando as confirmações das tendências de consumo do Observatório de Sinais desenvolvidas inicialmente para o lançamento do Caderno Vitrine, da Folha de S. Paulo (22/09/07). A campanha de Natal do Boticário – “Neste Natal, acredite em você” - vem num registro totalmente Vibes, tendência que aponta para a epifania do poder individual mágico e dessacralizado, algo como “todo poder emana dos seus genes” (como na série Heroes).

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Comfort Foods

Coca- Cola - Minute Maid - Coletiva de lançamento do produto Laranja CaseiraCoca- Cola - Minute Maid - Patricia Esteves ( Ger. Comunicação de Mkt), Dario Caldas e Mauricio Bacellar ( Ger. Relações Institucionais / Coca-Cola)

O conceito foi explorado pelo sociólogo Dario Caldas na coletiva de lançamento do produto Laranja Caseira, da marca Minute Maid Mais / Coca-Cola. O Meio& Mensagem On-Line relatou assim

    Dario Caldas, diretor do Observatório de Sinais, explica que o consumidor atual está mais crítico e, portanto, cada vez menos fiel aos produtos que compra. “A saída para as marcas nesse momento em que se torna mais difícil a conquista do consumidor, é a busca por valores transversais, que conversam com qualquer tipo de público. Uma alternativa é o mercado de nichos, a segmentação”,explica. Diante desse cenário, a Coca-Cola aposta em um produto que procura resgatar os valores do conforto da infância, da casa dos pais, com forte apelo emocional, incluindo gominhos da fruta dentro da bebida para reforçar a idéia de “caseiro”. Caldas define o “Laranja Caseira” como “comfort food”. “Trata-se de um tipo de alimento que trabalha no nível dos afetos através de um jogo de sensações, apelos e referências. A bebida consolida duas fortes tendências, a busca pela simplificação da vida pela praticidade e os valores autênticos”, informa.

Leia mais e assista ao vídeo:

www.ccsp.com.br/ultimas/noticia.php?id=28186

www.portaldapropaganda.com/comunicacao/2007/10/0041

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L’Écran Global

L\'Ecran Global - Novo livro de Gilles
Gilles Lipovetsky acaba de lançar na França mais um livro fundamental para compreender a hipermodernidade: L’Écran Global (“A Tela Global”) pela editora Seuil. Escrito a quatro mãos com Jean Serroy, o livro analisa a generalização das telas como traço característico do nosso tempo, desde a influência do cinema até manifestações contemporâneas, como os games.

A época contemporânea é a da proliferação das telas. A aventura começou há mais de um século, com a tela original: a do cinema. No momento em que, da televisão ao vídeo, do computador ao celular, das câmeras de vigilância à internet, assistimos ao advento da tela global, o que vai acontecer com essa nova cultura das telas? A tese desenvolvida aqui é a de que, longe de assinalar a morte da 7ª arte, a época da tela-total registra a maior mutação já conhecida pelo cinema. Não apenas ele se metamorfoseia em hipercinema em torno de três figuras constitutivas (excesso, multiplexidade, distância) como tornou-se produtor de um mundo e de uma visão de mundo. Todas as outras telas são a partir de agora reestruturadas pela lógica da “starificação”, da hiper-espetacularização e do divertimento. O livro expressa uma outra abordagem, a que considera que as imagens dos tempos hipermodernos não são sinônimo de empobrecimento do pensamento, do sensível, da estética. O filme da civilização contemporânea, sem roteiro de catástrofe nem happy end, leva a forjar um modelo inédito de inteligibilidade do cinema, das telas e, mais profundamente, da cultura que virá.

L’écran global lança uma série de novos conceitos para entender a relação do consumidor com a cultura das telas, especialmente o turbo-consumidor brasileiro, formado antes pela televisão do que pelo cinema propriamente dito. Embora a lógica geral seja a mesma, descrita por Lipovetsky e Serroy, ao leitor brasileiro fica a tarefa necessária (e estimulante) de dar um passo além na reflexão e pensar as especificidades do olhar televisivo (e de que televisão se trata) sobre o mundo.

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O que ver na 7ª Bienal

Bienal 2007 - bienalbienal 2007 - \bienal 2007 - África do Sulbienal 2007 - Áustria, Urbanism for Sale bienal 2007 - Representação da AlemanhaBienal 2007 - Alexandre Van Slobbe, na representação da Holanda

Momento de destaque na mídia para a arquitetura, em função da 7ª Bienal, em cartaz em São Paulo, que nesta edição discute “O Público e o Privado”. O Estadão proporciona uma interessante visita aos destaques da mostra, como a instalação de Claudia Jaguaribe, sobre as guaritas de segurança que povoam as metrópoles do medo – totalmente dentro do espírito da macrotendência que chamamos Safe (A artista já tinha navegado pelo tema anteriormente, com o projeto Você tem medo de que). Um ponto alto da mostra são as Representações Nacionais, que trazem instalações mais originais, como a África do Sul com Sinais de Vida, Alemanha, Áustria (Urbanism for sale) e Holanda, que realiza em Tangible Traces o diálogo entre arquitetura, moda e design, do jeito que a gente gosta, trazendo uma geração de modernos: Hella Jongerius, Alexander Van Slobbe, Frank Havermans, Claudy Jongstra e o grupo Onix.

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Colóquio Espaço das Artes Contemporâneas

A gente tem falado há tempos sobre a importância estratégica da arte contemporânea na busca dos sinais que ajudam a captar o Zeitgeist. A Unicamp está organizando esse Colóquio, de 3 a 5 de dezembro, ainda dá tempo de participar. Relatos de quem puder ir serão bem-vindos…

    O Colóquio tem como seu objetivo maior analisar as variadas formas de inserção, difusão e discussão da arte em nossa contemporaneidade, tanto na esfera pública e/ou institucional, quanto nos chamados espaços virtuais. Atualmente, o local da arte está muito distante se constituir apenas de galerias, museus e espaços expositivos tradicionais. Como se dá, por exemplo, a inserção da arte no espaço urbano atual e como sua lógica formal se completa na relação com a cidade?

    Quais as estratégias de circulação adotadas pelos artistas para fazer frente a um mercado em busca de produtos massificados? Como criar uma plataforma de discussão e atuação críticas em torno do papel da arte e dos sistema de arte em tempos de espetacularização e virtualização da cultura? Qual a maneira mais eficaz de apresentação de trabalhos que não dependem de uma relação institucional real, e nos quais a noção de autoria é profundamente diluída? Quais os termos reais da relação entre os espaços institucionais e a arte contemporânea? Qual o espaço ocupado, no meio editorial brasileiro, pelos documentos e estudos voltados para a arte contemporânea? A partir dessas indagações, buscar-se-á refletir sobre a condição do próprio objeto de arte hoje e a sua interlocução com o espaço, o tempo e o público.

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Bem-vindo ao ODESBLOG, o blog do Observatório de Sinais

Fazia algum tempo que queríamos aumentar a nossa presença na web para além do site. Porém, achávamos que “mais um” blog de tendências seria completamente desnecessário, sobretudo pela constatação de que a grande maioria desses blogs se converteu em meras vitrines eletrônicas para o marketing viral. Ao mesmo tempo, uma demanda interna ao escritório acabou nos mostrando outra direção. O Observatório de Sinais vem sendo cada vez mais contatado por estudantes, professores e pesquisadores de diversas áreas – comunicações, marketing, design e moda, ciências sociais, entre outras – que procuram subsídios e informações mais aprofundadas para os seus trabalhos acadêmicos e atividades de pesquisa. Mais um sinal, com certeza, tanto do aumento do interesse pelas tendências quanto da superficialidade com que o tema é tratado por aí. Os profissionais da área também sentem a necessidade de uma discussão mais abrangente, não circunscrita apenas aos sinais do mercado, e nos escrevem falando sobre isso. Então, surgiu a idéia de fazer um blog diferente, com o objetivo principal de servir como espaço de discussão, troca de informações e construção de um conhecimento “sobre” as tendências, que seja ao mesmo tempo aberto, acessível a todos, e comprometido com a nossa linha de atuação.

O ODESBLOG terá quatro categorias de assuntos, pra começar. Na categoria Mapeamento, haverá espaço para a discussão de conceitos gerais e teoria das tendências, temas de TCCs, dissertações, teses e pesquisas, além de troca de referências e o que mais rolar. Também nessa categoria, vamos indicar sinais e dar toques sobre assuntos que considerarmos relevantes para o desenvolvimento das pesquisas na área ou, simplesmente, para orientar o olhar sobre as tendências, do nosso ponto de vista metodológico. Na categoria Filtragem, vamos publicar uma parte importante do trabalho de pesquisa de tendências, o monitoramento da mídia, por meio da análise de artigos, notícias etc. A categoria ODESnews vai trazer novidades sobre as atividades e projetos do Observatório de Sinais. E no TiroAoAlvo, o sociólogo Dario Caldas fará uma crítica da cultura e dará a sua opinião sobre os temas candentes da atualidade. Bem, o projeto é esse, mas para funcionar… é preciso que você comece a blogar conosco - vamos lá?

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