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Arquivo de 28 de Novembro de 2007

Ana Maria Braga também vibra

Ana.

    Marlene Bergamo/Folha Imagem

Aliás, mais Vibes que o novo posicionamento da apresentadora da TVGlobo, relatado pela coluna de Mônica Bergamo na Folha, impossível. Assim, Ana Maria opera o deslocamento apontado pela tendência: do território propriamente religioso (sua fase anterior, da peregrinação à Lourdes etc.) ao território laico regido pela “lei da atração”.

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Boticário na tendência Vibes

Boticário - Boticário - Tendência VIBES

Continuam bombando as confirmações das tendências de consumo do Observatório de Sinais desenvolvidas inicialmente para o lançamento do Caderno Vitrine, da Folha de S. Paulo (22/09/07). A campanha de Natal do Boticário – “Neste Natal, acredite em você” - vem num registro totalmente Vibes, tendência que aponta para a epifania do poder individual mágico e dessacralizado, algo como “todo poder emana dos seus genes” (como na série Heroes).

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Comfort Foods

Coca- Cola - Minute Maid - Coletiva de lançamento do produto Laranja CaseiraCoca- Cola - Minute Maid - Patricia Esteves ( Ger. Comunicação de Mkt), Dario Caldas e Mauricio Bacellar ( Ger. Relações Institucionais / Coca-Cola)

O conceito foi explorado pelo sociólogo Dario Caldas na coletiva de lançamento do produto Laranja Caseira, da marca Minute Maid Mais / Coca-Cola. O Meio& Mensagem On-Line relatou assim

    Dario Caldas, diretor do Observatório de Sinais, explica que o consumidor atual está mais crítico e, portanto, cada vez menos fiel aos produtos que compra. “A saída para as marcas nesse momento em que se torna mais difícil a conquista do consumidor, é a busca por valores transversais, que conversam com qualquer tipo de público. Uma alternativa é o mercado de nichos, a segmentação”,explica. Diante desse cenário, a Coca-Cola aposta em um produto que procura resgatar os valores do conforto da infância, da casa dos pais, com forte apelo emocional, incluindo gominhos da fruta dentro da bebida para reforçar a idéia de “caseiro”. Caldas define o “Laranja Caseira” como “comfort food”. “Trata-se de um tipo de alimento que trabalha no nível dos afetos através de um jogo de sensações, apelos e referências. A bebida consolida duas fortes tendências, a busca pela simplificação da vida pela praticidade e os valores autênticos”, informa.

Leia mais e assista ao vídeo:

www.ccsp.com.br/ultimas/noticia.php?id=28186

www.portaldapropaganda.com/comunicacao/2007/10/0041

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L’Écran Global

L\'Ecran Global - Novo livro de Gilles
Gilles Lipovetsky acaba de lançar na França mais um livro fundamental para compreender a hipermodernidade: L’Écran Global (“A Tela Global”) pela editora Seuil. Escrito a quatro mãos com Jean Serroy, o livro analisa a generalização das telas como traço característico do nosso tempo, desde a influência do cinema até manifestações contemporâneas, como os games.

A época contemporânea é a da proliferação das telas. A aventura começou há mais de um século, com a tela original: a do cinema. No momento em que, da televisão ao vídeo, do computador ao celular, das câmeras de vigilância à internet, assistimos ao advento da tela global, o que vai acontecer com essa nova cultura das telas? A tese desenvolvida aqui é a de que, longe de assinalar a morte da 7ª arte, a época da tela-total registra a maior mutação já conhecida pelo cinema. Não apenas ele se metamorfoseia em hipercinema em torno de três figuras constitutivas (excesso, multiplexidade, distância) como tornou-se produtor de um mundo e de uma visão de mundo. Todas as outras telas são a partir de agora reestruturadas pela lógica da “starificação”, da hiper-espetacularização e do divertimento. O livro expressa uma outra abordagem, a que considera que as imagens dos tempos hipermodernos não são sinônimo de empobrecimento do pensamento, do sensível, da estética. O filme da civilização contemporânea, sem roteiro de catástrofe nem happy end, leva a forjar um modelo inédito de inteligibilidade do cinema, das telas e, mais profundamente, da cultura que virá.

L’écran global lança uma série de novos conceitos para entender a relação do consumidor com a cultura das telas, especialmente o turbo-consumidor brasileiro, formado antes pela televisão do que pelo cinema propriamente dito. Embora a lógica geral seja a mesma, descrita por Lipovetsky e Serroy, ao leitor brasileiro fica a tarefa necessária (e estimulante) de dar um passo além na reflexão e pensar as especificidades do olhar televisivo (e de que televisão se trata) sobre o mundo.

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