Arquivo de Março de 2010
Os bancos e o futuro
No Brasil, sabe-se que os bancos, atualmente os mais rentáveis das Américas, vão muito bem, obrigado. Porém, do pont de vista do consumidor, haverá cada vez mais novas demandas à vista. Ao mesmo tempo em que a internet e o telefone permitem realizar boa parte das operações, o banco físico passa a ter outros significados e deve redobrar esforços em design, marketing e serviços para tornar-se uma experiência mais atrativa. Agências como as projetadas por Emmanuelle Moureaux para o Sugamo Shinkin Bank do Japão, por exemplo, exploram o uso da cor e de espaços diferenciados por uso (como uma “immersive financial shop”) para criar um conceito mais próximo do varejo emocional do que das sisudas agências do passado - ainda muito presentes no Brasil…
Sem comentários »Oh-la-la!
Saiu na França agorinha mesmo e o ODES, é claro, recebeu e leu em primeiríssima mão, o último livro de nosso co-associado Gilles Lipovetsky, L’Occident Mondialisé: Controverse sur la Culture Planétaire (algo como: o Ocidente globalizado: controvérsia sobre a cultura planetária). Editado pela Grasset e escrito em parceria com Hervé Juvin, o livro se propõe a rever a discussão globalização versus choque de civilizações. Alô alô, empresas brasileiras já inseridas no mercado internacional ou em processo de internacionalização, ODES chamando urgente para um novíssimo pacote de conhecimento estratégico, câmbio!
Sem comentários »Design: orientação Sul
Sorte sua se você mora no Sul do país e está a procura de cursos de design. A pós-graduação da PUC do Paraná em Design Emocional foi colocada entre as trinta melhores do mundo em design pela revista Business Week. O ODES deu um workshop na primeira edição do curso, em 2008, a convite da coordenadora Virgínia Kistamann, e pudemos conferir a seriedade da proposta. Já no Rio Grande, a Escola de Design da Unisinos está com uma programação bacana de cursos de extensão.
Sem comentários »Congresso de Pesquisa
Acaba hoje em São Paulo o 4º Congresso Brasileiro de Pesquisa, realizado pela Abep - Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa. Entre os temas debatidos, a necessidade de inovação das empresas de pesquisa, “que devem entregar conhecimento aos clientes”, segundo o CEO do Ibope. Modéstia à parte, é a cara do Observatório de Sinais! Outra palestra tratou das tendências e de sua banalização: “Qualquer Zé Mané hoje diz que trabalha com tendências”… Bem, um pouco deselegante na forma, mas no conteúdo é o que defendemos há bastante tempo…
Sem comentários »Fim de jogo
O interesse mais profundo dos realities começa ali onde termina o entretenimento. Afinal, de que tratam reality shows como A Fazenda ou Big Brother, agora em reta final? O programa gira em torno da escolha entre pessoas pelo público, de acordo com critérios objetivos e subjetivos do telespectador, dentro de possibilidades pré-estabelecidas pela emissora. Qualquer semelhança com um pastiche de democracia direta por meio de uma “eleição”, não é, sociologicamente falando, mera coincidência. As implicações dessa análise estão no Dossiê Reality, estudo realizado pelo Observatório de Sinais. (Leia mais)
Sem comentários »Dá-lhe Bandido
Fazia tempo que a pseudo-arte urbana da cow parade nos incomodava - foi engraçadinho da primeira vez, mas como evento anual da cidade é uma chatice, só mesmo suíço pra gostar (o que se pode esperar de um povo que proíbe a construção de minaretes muçulmanos?). Mas agora, viva Eduardo Srur, que deu voz aos resmungos contra as vacas caretas, reeditando o touro Bandido (lembra? da novela) como metáfora de intervenção para uma “arte” que precisa mesmo, digamos, ser fertilizada…
Sem comentários »E viva o “espírito do tempo”…
Bastou o ODES publicar o perfil do personagem do Michel para começarmos a perceber uma mescla entre o que ele é e o Michel que a Globo quer que ele seja:
Realista = Michel
Vingativo = personagem
Reflexivo = Michel
Ouvinte = personagem
Dissimulado = os dois
e por aí vai. Mas agora, ele entrou no jogo que ele jogou contra ele mesmo - incroyable! Será que a Globo vai conseguir mudar o perfil do Michel e fazer o povo gostar da Tess? Parece até o que o Lula quer fazer com a Dilma…
Maroca e a percepção real do jogo
Continuando a publicação dos perfis comportamentais, construídos pela Área de Comportamento do ODES, publicamos hoje o de Anamara, a Maroca, a única integrante do BBB10 que nunca perdeu a percepção real do jogo até este momento - além de ser uma representante puro-sangue da mulher pós-feminista. Antes de mais nada, devemos lembrar a realidade. Parece haver uma longa distância entre as teorias biológicas do instinto e as teorias filosóficas da realidade. Mas Roger Money-Kyrle acredita que seja principalmente o instinto que… (Leia o texto completo)
Sem comentários »Perfis ajudam a decifrar comportamentos
Com o fim do BBB10 se aproximando, começamos a publicar neste espaço alguns perfis comportamentais, peça chave para o entendimento da estrutura dos jogos. Começamos com Michel, um dos prováveis finalistas, que corre por fora desde o começo do jogo, sem ser muito notado. Segundo Money-Kyrle, o julgamento sobre o mundo… (Leia mais)
Sem comentários »Sustentabilidade: oportunidade ou risco?
Por Myris Verardi
A sustentabilidade é um tema que está para o século XXI como a tecnologia estava para o século XX. Incontornável. Porém, as empresas ainda estão aprendendo a lidar com ele. Por isso, em 2009, dentro da pesquisa sobre crise e consumo, pesquisamos sobre a penetração de atitudes sustentáveis no estilo de vida dos consumidores A/B e suas percepções sobre o mercado. A pesquisa continua a ser notícia, como neste artigo recém-publicado na plataforma Mercado Ético. A partir daí, temos sido procurados por diversas empresas para orientá-las em suas ações, mas o que vemos com frequência ainda é, infelizmente, oportunismo na instrumentalização de uma “sustentabilidade” que na verdade é pretexto para o corte de despesas e o aumento dos lucros, pura e simplesmente.
Fui proibida, extra-judicialmente, de comentar sobre qualquer empresa que não se agrade das minhas orientações. Por isso, hoje, ensinarei a fazer um “ajunte”: duas latas de leite condensado, uma pá de cal, dois litros de água e meio quilo de cimento. Se você gostar do sabor, coloque dois quilos de coco ralado. Você terá um “ajunte” maravilhoso na sua cozinha.
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