Arquivo da categoria ‘Filtragem’
Pesquisa expõe sexualidade do brasileiro
A pesquisa bastante ampla foi feita pelo Datafolha e publicada na Folha de S.Paulo de ontem (link para assinantes), em caderno especial. O Observatório de Sinais participou da análise, comentando alguns dados para a jornalista Teté Martinho.
Sem comentários »From Rio
O correspondente do New York Times, Alexei Barionuevo, no seu “Rio de Janeiro Journal”, faz hoje matéria com uma visão positiva da “choque de ordem” da atual administração da cidade, mesmo destacando a insatisfação de parte da população e a celeuma em torno do desaparecimento de algumas “tradições” de praia, tipo a venda de espetinhos de camarão, das quais os cariocas são tão ciosos.
Sem comentários »Diverso, mas…
O buzz em torno da décima edição do Big Brother Brasil, já apelidado de “o BBB da diversidade”, é mais do que justificável e o avanço é fato, como destacam os críticos. No entanto, é sintomática a diferença entre os perfis da garota gay (Angélica) e dos dois rapazes escolhidos (Dicesar e Sérgio), estes muito colados na imagem corriqueira do homossexual afeminado e “divertido”. No nível das representações, o avanço é muito pequeno. Como já estabelecido socialmente, o programa ratifica que a homossexualidade feminina pode ser normalizada, admitida e legitimada, sobretudo por conta das fantasias masculinas. Mas naquilo que “pega” mesmo, a homossexualidade masculina, o recado é que o “desvio” da “normalidade” traz consigo a perda irremediável da masculinidade e a ameaça da estereotipia.
Sem comentários »Brazil takes off
A ascensão brasileira deu capa na Economist desta semana, “Brazil takes off”. A melhor revista de análise político-econômica do mundo faz um dossiê bastante completo, aponta pontos fortes e fracos, insiste na previsão de sermos a quinta economia do mundo já em 2015 (ultrapassando França e Inglaterra) - com um grande “se” para “se as tendências atuais se mantiverem” -, ressalta os avanços da combinação entre as eras FHC e Lula, e alerta, com perspicácia, para o que chama de o maior perigo de as coisas não darem certo: a arrogância. Pois é, gente, devagar com o andor, porque - acrescentamos nós - a arrogância precede a ruína…
Sem comentários »Antropo-lógicas
Ter sempre em mente, ao explorar as tendências como narrativas, que a eficácia do feiticeiro depende da crença na magia, e isso envolve a crença do próprio feiticeiro em suas ações, a do enfeitiçado e a da opinião pública, espécie de “campo de gravitação” que os envolve. E de que “nada se assemelha mais ao pensamento mítico do que a ideologia política”, princípio muito útil para aplicar à desconstrução do mito “Brasil potência”, atualmente em plena reedição. De Lévi-Strauss, tantas páginas de deleite, tanta coisa aprendidas e tantas por aprender.
Sem comentários »Porque The Mentalist será “the next big thing”
E estreou também a segunda temporada de The Mentalist (Warner, segundas, 22h), produzida pela rede CBS. Patrick Jane (Simon Baker), o detetive que “simplesmente sabe”, encarna o arquétipo do Hierofante, aquele que cura a dor do outro na impossibilidade de curar a sua própria, vivida como a maior de todas. Por esse prisma, ele se aproxima de dois congêneres consagrados, Dr. House e Adrian Monk, mas se diferencia deles ao não apresentar marcas exteriores de sofrimento (como a perna de House ou o comportamento obsessivo de Monk). Ao contrário, Jane é loiro, de cabelos cacheados, olhos azuis, elegante e sorridente – enfim, irresistível. A identificação inconsciente dos fãs vai se dar exatamente por essa intersecção do arquétipo com a sedução, inovando dentro de um perfil comportamental já consolidado junto à audiência. Sucesso garantido, e em escala global.
Sem comentários »Temporada de estreias
Estrearam nos últimos dias novas temporadas de séries de sucesso na TV paga brasileira. House, a mais vista no mundo, voltou com episódio-filme de duas horas e, ontem, dando show com episódio híbrido entre filme e game. Prova de que as grandes redes abertas americanas, produtoras das principais séries, continuam investindo pesadamente em produções que depois serão vendidas ao mundo inteiro, apesar da crise da queda de audiência e de publicidade. Por ourto lado, no Brasil, a TV paga vive um momento particular: a audiência cresce, mas as críticas se avolumam e a regulação do setor está em ebulição, com a entrada das teles e os grupos internacionais de olho no mercado brasileiro.
Sem comentários »Quando os fenômenos se encontram
Ronaldo esteve no programa Sílvio Santos e o noticiário sobre TV já reporta que a dupla fez enorme sucesso. Não é difícil explicar: além de se tratar de dois craques, o encontro foi pontuado pelo espontâneo e pela autenticidade, sem a marcação super-estudada de outras aparições do jogador. Tudo muito divertido e leve, com uma Lívia Andrade (hein?) super-excitada, mas igualmente à vontade para dizer o que lhe desse na veneta, contra o fundo cult-kitsch dos aviõezinhos de dinheiro e da mis-en-scène de “tio” Silvio, que soube aproveitar o carisma que o Fenômeno emana com sua simples presença.
Sem comentários »Inventário
A morte icônica resulta sempre em um inventário que quantifica, esquadrinha, divide e investiga todos os recônditos do ídolo, para melhor representá-lo. É preciso expropriá-lo para que possamos nos apropriar dele, de novo e de novo. Primeiro, uma profusão de imagens e vídeos, território por excelência do Primogênito da Era das Mídias e do Império das Imagens. Depois, a ênfase nos objetos icônicos, as partes: a luva, o moon walk, a efígie em que ele pouco a pouco se transforma. Em seguida, vieram os números, as linhas do tempo interativas, os gráficos de sucessos, as cifras, os ganhos, as perdas, as dívidas, e agora as métricas e porcentagens do aumento de excuções dos hits nas rádios. O inventário de um ícone é um show de representação.
Sem comentários »Sintoma
Deu ontem no jornal: “A categoria ‘melhor capa’ de livro é a mais concorrida do Prêmio Jabuti deste ano, com 138 inscritos até a semana passada” (Mônica Bergamo, Folha de S.Paulo, 25/05). O que dizer de um tempo em que a capa dos livros mobiliza mais do que o seu conteúdo?
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