ODESBLOG

Arquivo da categoria ‘Mapeamento’

Soft power

Nem só de commodities, felizmente, é feito este País. Enquanto a desindustrialização avança, o jeito é apostar no soft power brasileiro. Nessa esfera, há sempre um motivo a mais para cantar e decantar o nosso maior patrimônio, a música. A riqueza é tanta que dá pra se perder, fácil. Não vamos nem ensaiar uma lista dos nomes que contam, hoje, na borbulhante cena paulistana, por exemplo. Mas para mapear o que interessa nesse território super-estratégico, uma coisa é certa: é preciso desviar um pouco o foco da MPB que sedimentou a imagem da ‘música brasileira’, da bossa nova aos ‘grandes nomes’ hegemônicos, passando pelo mainstream Rio-Bahia. Nem todo mundo se tocou ainda e prefere continuar apostando na new-nova-bossa, na Ana Carolina como melhor cantora (será que ela é acionista da Nova Brasil FM?) ou afirmar que as novas cantoras são muitas e todas iguais… Bom, falemos do que interessa: é hora de escutar a música pré-bossa nova, a geração 2000-2010 e o undergorund, cada vez mais surpreendente. Claro que o período 1960-2000 continua sendo o celeiro onde se alimentam os novos artistas, que felizmente têm um gosto fortemente randômico e não incensam nada tão facilmente assim, no sentido de que não reverenciam, portanto estão livres para revisitar sem preconceito. É o que alguns têm feito com a ‘música urbana’ dos anos 80 (Itamar, Rumo e os outros). Outras duas característica dessa nova MPB são o comportamento ‘individualista em rede’ dos novos artistas, no sentido dos múltiplos ‘projetos’ que recombinam os indivíduos em ‘n’ configurações, formando outros tantos grupos; e, claro, os novos canais digitais de difusão, que subverteram tudo. O site do Instituto Moreira Salles traz os clássicos da era do rádio a um clique e multiplicam-se iniciativas como o projeto Compacto, que grava encontros para difundir só pela internet.

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Tendência ‘mini’ faz escola


Em 2006, num fórum sobre tendências promovido pela Volkswagen no Salão do Automóvel de São Paulo, o ODES alertou para a então nascente tendência aos carros ‘mini’, sua força nas metrópoles pela praticidade, junto a um público adulto ‘juvenista’ ou ‘adultescente’. A montadora Fiat - criticada por especialistas em branding por não desenvolver um discurso de marca, mas apenas de produto - investe suas fichas reposicionando o novo Uno dentro da linguagem ‘mini’, como um produto dirigido ao consumidor emocional, que quer design e vai se identificar com o ‘carrinho (quase) de brinquedo’, amigável, divertido, personalizável. O material promocional enviado ao consumidor reflete esses conceitos sob diversos aspectos, como as cores utilizadas e a caixinha que se arma sozinha, ao ser retirada do envelope.

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Ouro, platina ou zinco?

zync - zync

Os produtos financeiros estão em efervescência, no mundo como no Brasil: lá fora, há todo o debate sobre regulação fianceira em curso; aqui, as ‘novas classes médias’ chegam ávidas ao mercado do crédito acessível e demandam por produtos inovadores. O Amex Zync, lançado no final de 2009 pela American Express nos EUA, é um exemplo interessante. É um produto com um discurso totalmente focado no consumidor jovem da faixa de 20 anos, com uma proposta de personalização total (‘design it to fit in your life’) e categorias de consumo emocional, como ‘eco’ e ‘música’.

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Montanhas de dados requerem representação eficiente

Participação do Brasil em todas as Copas - Fonte: estadao.com.br

Não é a primeira vez que falamos sobre a importância que a representação visual de dados e ideias vem ganhando, num contexto de explosão de quantidades. Por extensão, o próprio design, especialmente o gráfico, ganha destaque renovado. É algo muito claro na cultura digital de modo amplo, onde a linguagem visual em si também alcança patamares inéditos, mas não só: veja-se por exemplo a presença crescente de recursos gráficos nos jornais impressos, ou mesmo no jornalismo televisivo. Em tempos de mundial de futebol, a representação gráfica da participação do Brasil em todas as Copas apresentada no site do Estadão é um exemplo eficiente, criativo e elegante.

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As coisas falam, literalmente

toalhas de mesa gaf/colette

Na discussão sobre conteúdo que a ‘infobesidade’ atual - muita informação para pouco sentido - só tem feito acentuar, o foco deve se voltar novamente para a habilidade de contar histórias e de produzir significado para o indivíduo. A percepção de que esse é ‘o’ caminho tem produzido projetos interessantes, como o Tales of Things, em que os objetos são conectados a um site e nele contam a sua história. Na verdade, o projeto estabelece a conexão entre uma pessoa, um objeto, uma mídia e uma localização geográfica… Essa ideia só foi possível com os avanços de aparelhos como o i-phone que escaneiam facilmente e as etiquetas de códigos de barras de segunda geração, começando a concretizar a tão falada ‘internet das coisas’ (e já há quem fale de ‘geografia das coisas’).

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Os bancos e o futuro

Sugamo Niiza | Fonte: www.emmanuelle.jp
Sugamo Niiza | Fonte: www.emmanuelle.jp

No Brasil, sabe-se que os bancos, atualmente os mais rentáveis das Américas, vão muito bem, obrigado. Porém, do pont de vista do consumidor, haverá cada vez mais novas demandas à vista. Ao mesmo tempo em que a internet e o telefone permitem realizar boa parte das operações, o banco físico passa a ter outros significados e deve redobrar esforços em design, marketing e serviços para tornar-se uma experiência mais atrativa. Agências como as projetadas por Emmanuelle Moureaux para o Sugamo Shinkin Bank do Japão, por exemplo, exploram o uso da cor e de espaços diferenciados por uso (como uma “immersive financial shop”) para criar um conceito mais próximo do varejo emocional do que das sisudas agências do passado - ainda muito presentes no Brasil…

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Design: orientação Sul

Sorte sua se você mora no Sul do país e está a procura de cursos de design. A pós-graduação da PUC do Paraná em Design Emocional foi colocada entre as trinta melhores do mundo em design pela revista Business Week. O ODES deu um workshop na primeira edição do curso, em 2008, a convite da coordenadora Virgínia Kistamann, e pudemos conferir a seriedade da proposta. Já no Rio Grande, a Escola de Design da Unisinos está com uma programação bacana de cursos de extensão.

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Fim de jogo

O interesse mais profundo dos realities começa ali onde termina o entretenimento. Afinal, de que tratam reality shows como A Fazenda ou Big Brother, agora em reta final? O programa gira em torno da escolha entre pessoas pelo público, de acordo com critérios objetivos e subjetivos do telespectador, dentro de possibilidades pré-estabelecidas pela emissora. Qualquer semelhança com um pastiche de democracia direta por meio de uma “eleição”, não é, sociologicamente falando, mera coincidência. As implicações dessa análise estão no Dossiê Reality, estudo realizado pelo Observatório de Sinais. (Leia mais)

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E viva o “espírito do tempo”…

Bastou o ODES publicar o perfil do personagem do Michel para começarmos a perceber uma mescla entre o que ele é e o Michel que a Globo quer que ele seja:
Realista = Michel
Vingativo = personagem
Reflexivo = Michel
Ouvinte = personagem
Dissimulado = os dois
e por aí vai. Mas agora, ele entrou no jogo que ele jogou contra ele mesmo - incroyable! Será que a Globo vai conseguir mudar o perfil do Michel e fazer o povo gostar da Tess? Parece até o que o Lula quer fazer com a Dilma…

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Maroca e a percepção real do jogo

Foto:Divulgação

Continuando a publicação dos perfis comportamentais, construídos pela Área de Comportamento do ODES, publicamos hoje o de Anamara, a Maroca, a única integrante do BBB10 que nunca perdeu a percepção real do jogo até este momento - além de ser uma representante puro-sangue da mulher pós-feminista. Antes de mais nada, devemos lembrar a realidade. Parece haver uma longa distância entre as teorias biológicas do instinto e as teorias filosóficas da realidade. Mas Roger Money-Kyrle acredita que seja principalmente o instinto que… (Leia o texto completo)

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